Com um litoral imenso o Canadá
é banhado por 3 oceanos: Atlântico, Pacífico
e Ártico. Conhecer o Canadá de costa a costa é
algo que encanta e fascina. A natureza exuberante, a qualidade
de vida, e um povo muito amigável fazem do país
uma atração muito especial.
A melhor época para visitá-lo
é de maio a setembro, porém, para quem gosta de
frio e esportes de inverno os outros meses são boas opções.
Visitamos o Canadá no mês de setembro. Nosso roteiro
teve início pela cidade de Toronto capital da Província
de Ontário e maior cidade canadense. Era o início
do outono e tivemos a oportunidade de presenciar e admirar um
espetáculo natural, único. Por uma especial composição
do solo na região, as folhas se tingem de uma gama infinita
entre o marron, o vermelho e o amarelo, numa mestiçagem
de cores de uma beleza fantástica e indescritível.
A rede hoteleira é de primeira
qualidade e os vinte dias que desfrutamos do nosso passeio ficamos
hospedados em hotéis castelos de grande e surpreendente
beleza, com toda uma infraestrutura de serviços, perfeita.
Os canadenses amam castelos.
Em Toronto tivemos a oportunidade de
visitar o famoso Eaton Centro com suas 350 lojas e o centro subterrâneo
com seus 30 quilômetros de ruas interligadas para pedestres,
divididas em centro empresariais, mantidas por grandes empresas
e bancos. A cidade tratou de construir isso devido ao rigor do
inverno canadense, para que sua vida intensa não pare.
Um passeio pela "Cidade de Vidro
e Aço" incluiu o "New City Hall", que marca
a era moderna da cidade, o imponente Parlamento, o "Osgood
Hall", a Universidade, a casa Loma, com seus 98 quartos,
que é um castelo construído pelo excêntrico
milionário Henri Pellas antes de sua falência, o
"Sky Dome" que é um estádio com teto retrátil.
Moderno e arrojado, é palco de shows e templo de esportes.
A "CN Tower", a torre mais alta do mundo, segundo os
habitantes do lugar, (550m), onde fizemos uma parada para uma
visita à imponente construção que é
um dos pontos mais visitados, recebendo anualmente, 1,8 milhões
de pessoas. Seu restaurante giratório e seus dois decks
de observação apresentam as melhores vistas da cidade
e do Lago Ontário. O mais impressionante, é o "Glass
Floor", onde o visitante pode ficar de pé sobre uma
plataforma de vidro a 342 metros de altura. Almoçamos na
cobertura giratória do "Revolving Restaurant",
onde nos deliciamos com saborosos pratos de peixes e frutos do
mar. Fiquei tão embevecida com cenário tão
encantador que o grupo desceu para retornar ao ônibus que
nos levaria dali para curtir às belezas das Cataratas,
que me senti perdida. Reencontramo-nos e após duas horas
de viagem através dos campos de Toronto alcançamos
as famosas "Niagaras Falls" (Cataratas de Niagaras).
Podem perder em beleza para as cataratas de Iguaçu, mas
é imbatível a infraestrutura montada para permitir
a visão mais segura e próxima possível e
de vários ângulos; dos mirantes cuidadosamente instalados,
dos barcos , do alto de uma torre, voando de helicóptero,
ou das mesas de um restaurante incrivelmente perto das águas.
Uma das maneiras mais excitantes de admirar o espetáculo
é "misturar-se" a ele, nos decks do barco "Maid
of the Mist".
O que mais me impressionou foram as cores
do Arco-Iris atravessando de um lado a outro a grande profusão
da massa líquida que desaba das montanhas em verdadeiro
estouro. O lado canadense de Niagara é maior e mais bonito
que o do lado dos Estados Unidos. Além das cataratas, emociona
ver a limpeza e os muitos jardins floridos. Dos 15 mil empregados
da administradora da área, metade são jardineiros.
Fizemos uma panorâmica pelo Parque
da Rainha Vitória, visitamos o Relógio das Flores,
a Escola de Horticultura e um giro rápido pela pitoresca
cidade de Niagara-on-the-Lake, charmosa, uma das mais belas cidades
da região, com ruas largas e casarões antigos, em
estilo vitoriano, seus belos jardins mantidos pelos cerca de 3.000
habitantes.
Na língua dos índios "huron",
Toronto quer dizer "lugar de encontro". Durante alguns
séculos, a cidade parecia calma e conservadora na costa
leste do Canadá, tipicamente anglo-saxã. Porém,
nas últimas décadas, tornou-se a metrópole
que mais concentra a maior diversidade étnica do planeta.
A pesquisa é da ONU que diz que na capital da Província
de Ontário convivem harmoniosamente representantes de 80
culturas, falando mais de cem línguas e praticando 25 religiões.
Até a colônia brasileira está presente com
mais de 7.000 habitantes.
Seus magníficos museus são
uma viagem à parte.As peças musicais , shows e óperas
apresentados em seus teatros são conhecidos no circuito
mundial - está apenas atrás de Nova York e Inglaterra.
Os torontonianos, cultivam hábitos bastante diurnos. Os
bares fecham à uma hora da manhã e a maioria dos
restaurantes acompanha o horário, que ainda coincide com
o término das operações do metrô.
De Toronto partimos em direção
à encantadora e especial cidade de Kingston que está
localizada na parte sudoeste das "The Thousand Islands"
(Mil Ilhas), na junção do Lago Ontário e
o Canal Rideau e o Rio São Lourenço, com atrações
pelo itinerário como "Bellevue House" e "Old
Fort Henry", que por muito tempo protegeu Kingston, cidade
charmosa, com museus, cruzeiros, "shoppings", restaurantes
e uma infinidade de eventos. O local é, realmente, um festival
de flores das mais diferentes formas e tonalidades. Temperatura
agradável, a primeira capital do Canadá transpira
alegria por todos os lados.
Continuando a viagem através de
paisagens maravilhosas alcançamos a Rockporton onde embarcamos
em um pequeno vapor movido a rodas para um breve cruzeiro que
nos conduziu margeando pequenas ilhas espalhadas pelos braços
do Rio São Lourenço entre Kingston e Brockville.
Esta região devido ao seu grande número de ilhas
e ilhotas, também é conhecida como as Mil Ilhas
"Thousand Islands". Algumas são grandes com casas
e vivem em pequenas comunidades. Uma delas já teve até
sua própria vida bancária.
Após o passeio, curtindo as belas
paisagens, prosseguimos a viagem com destino a Ottawa, a capital
cultural do país, escolhida, estrategicamente, como sede
do governo para representar as duas culturas, a francesa e a inglesa,
que na cidade convivem perfeita e harmoniosamente. Em Ottawa se
pode falar o idioma inglês ou o francês, ambos fluentes
para todos os habitantes.
Todas as placas de sinalização,
folhetos ou menus de restaurantes estão escritos nos dois
idiomas. Há belíssimos museus naturais e históricos,
com grandes acervos de arte. Visitamos os belos edifícios
góticos do Parlamento, incluindo a Câmara dos Deputados
e os salões dessa magnífica construção,
o Canal Rideau que é um encadeamento de lindos lagos, rios
e um canal que atravessa sinuosamente 202 quilômetros de
Kingston, até as cabeceiras do Lago Ontário alcançando
Ottawa. O Rideau é um dos canais históricos do Canadá.
Ele foi concebido para auxiliar durante a Guerra de 1812, como
rota de transporte de suprimentos para Kingston e Grandes Lagos,
porque a fronteira ao longo do Rio São Lourenço
era vulnerável ao ataque. O Canal fornecia uma via segura
através das águas para tropas e víveres de
Montreal para alcançar os habitantes de Upper Canadá
e o estratégico porto naval de Kingston.
Durante o inverno o Canal fica totalmente
congelado e o uso de patins para o gelo, skates e trenós
são os meios de transportes do local.
Fizemos uma caminhada de uns 20 minutos
atravessando uma das pontes cobertas que ligam o Canal Rideau
até o Museu da Civilização onde despendi
algumas horas apreciando e aprendendo interessantíssimas
coisas sobre as origens e a vida do povo canadense.
Visitamos a Cathedral-Basilica de Notre-Dame,
atração imperdível, toda construída
em madeira, a seguir , um giro pelo Old Market, muito florido
e com uma variedade imensa de especiarias.
Visitamos a linda cidade de Hull, incluindo
o Palácio do Congresso e muitas outras atrações
como o Jacques Cartier Park, o Gatineau Park e o Lago Leami. Cidade
gêmea e porção francesa de Ottawa, com sua
importante marina coalhada de embarcações, e o seu
soberbo cassino.
Ainda na Província de Ontário
conhecemos Upper Canadá Village que é uma reconstituição
perfeita de uma aldeia canadense do século XIX, com as
vestimentas, falas, usos e costumes da época. É
uma viagem no tempo, observando as duras condições
de vida do início da colonização do Canadá.
Foram gastos milhões de dólares para a construção
da réplica da primitiva aldeia. As lojas e boutiques oferecem
artigos daquela época sem deixar de oferecer dos tempos
atuais. Almoçamos em Upper Canadá Village dentro
das normas do século XIX.
Atravessamos Trois Riviers e entramos
em Quebec a maior província do Canadá e capital
da província do mesmo nome, conhecida como "Nova França".
Seus habitantes orgulham-se em ostentar a cultura francesa e falar
fluentemente o idioma. Localizada às margens do rio São
Lourenço, a velha cidade de Quebec cercada de muros como
Jerusalém e Roma, foi tombada pela UNESCO em 1895, por
ser considerada Tesouro da Herança Mundial. A cidade oferece
inesquecíveis panoramas. O Chateau de Frontenac, a Citadel:
maior fortificação da América do Norte. Um
passeio pela "Vieux Quebec", onde o passado permanece
vivo na "Place D´Armes, coração da Velha
Quebec. Caminhamos pelas ruas de paralelepípedos da cidade
velha e a esplanada dos cafés ao longo da avenida "Grand
Allée" fora da cidade murada, que é a versão
quibecois da parisiense avenida Champs Elisées. Visitamos
detalhadamente os "Plains de Abraham"- Campos de Abraão
-, imenso parque que foi cenário da grande batalha entre
franceses e ingleses. Entre suas principais atrações
estão também seus museus, as boutiques, galerias
de arte. É considerada a mais histórica e bela cidade
do Canadá, a menos poluída, a primeira em qualidade
de ar, a segunda, em número de leitos hospitalares e a
quarta mais segura. A original "Kebec", dos ameríndios
Inuits, era o "lugar em que as águas se estreitam"
- ainda hoje reduzidas a dois canais quando encontram a Ilha Orleans.
Uma cidade duplex, com dois andares ligados
por 200 degraus, ou por um teleférico que parte de Chateau
de Frontenac - o castelo hotel onde estávamos hospedados,
de uma classe, finura e beleza indescritíveis. Localização
privilegiadíssima em todos os sentidos. Passar da cidade
baixa para a alta a pé deve ser feito com cuidado, o calçamento
é escorregadio. Não é atôa que os últimos
degraus foram batizados de "casse-cou" (quebra pescoço).
Na cidade alta ficavam a Fortaleza, Palácio do Governador,
a Igreja e a Administração, além de várias
moradias. E na cidade baixa, o Comércio, os Marinheiros
e os sem destinos.
A cidade antiga a "Vieux Quebec",
tem quase 400 anos e está a três horas de Montreal
- uma metrópole como São Paulo ou Nova York. A cidade
"Nova", distanciando-se do rio, não abandona
o passado, com muitas esculturas e arquitetura moderna misturando-se
às velhas casas com grandes chaminés e igrejas de
granito dos séculos XVII e XVIII, junto a incontáveis
monumentos e vários parques.
Fizemos a travessia de "ferry"
pelo rio São Lourenço até Levis, de onde
se tem a vista mais bonita de Quebec, visitamos também
a ilha de Orleans num giro de 67 quilômetros, visualizando
suas casas antigas e chácaras.
A "resistência francesa"
na América do Norte mantém os faróis dos
carros acesos mesmo nos dias em que a luz do sol fica ofuscante
de tão brilhante. E seu lema nacional é uma frase
na placa dos carros: "Je me suviens" - eu me lembro.
Lembram-se de que? - Da resistência permanente ao domínio
inglês e a invasora cultura americana, ou de que são
"uma tribo" que ainda um dia poderá tornar-se
uma nação independente do Canadá; de uma
guerra perdida em 20 minutos em setembro de 1759; e que estão
na fronteira entre o antigo mundo europeu e as Américas
redescobertas.
Ao sairmos de Quebec ingressamos na Rota
de São Lourenço, o famoso "Chemin du Roy, a
mais antiga estrada do país, oriunda da época da
colonização francesa. Sempre margeando o São
Lourenço, vimos o "interior da França"
no Canadá, cruzando lagos, rios, vales e vilas típicas
onde se fala somente o idioma francês. Passamos pelos logradouros
de Saint Jacques, Donnacona, Grandines, Batiscan, Champlain, típicos
povoados da zona rural desta província. Visitamos a Cap-de-la-Madeleine
- Santuário de Nossa Senhora do Cabo, localizado às
margens do Rio São Lourenço. O Santuário
e seus arredores oferecem um singular ambiente de paz. Os jardins,
o histórico Pequeno Santuário e a moderna Basílica
são lugares que convidam a parar e descansar em um clima
espiritual. O pequeno Santuário foi inaugurado em 1720.
É a mais antiga Igreja a manter seu estado primitivo.Tornou-se
santuário em 1888. O anexo foi construído em 1973,
usando as mesmas pedras que foram trazidas através da ponte
de gelo sobre o São Lourenço em 1879. Dentro do
pequeno santuário uma imagem de 1874 pode ser reverenciada.
Em 22 de junho de 1888, conta-se que a mesma imagem abriu seus
olhos diante de três testemunhas. É uma área
imensa, coberta de irretocável gramado, árvores,
jardins floridos, tudo muito tranqüilo onde se pode caminhar
visitando os Monumentos do Rosário, a Fonte do Rosário,
o Lago de Santa Maria, a Ponte do Rosário, a Via Sacra
e a imponente e bela Basílica.
A árvore símbolo do Canadá
é o maple (plátano), de seu tronco é extraído
um líquido doce (seiva da árvore), do qual se faz
o "Syrup" (xarope), e também o açúcar.
Em meio a um bosque de plátanos, em uma típica cabana,
próxima ao engenho onde é fabricado o "syrup",
pirulitos, entre outros, tivemos o nosso almoço na "Chez
Dany", onde saboreamos uma refeição nativa
e caseira acompanhada por música típica da região:
"La Bottine Sourrionte" (cavaquinho, acordeon e uns
pauzinhos que os músicos e os visitantes também
tocam e todos dançam animadamente. Fomos servidos segundo
um "menu" em francês que constava de : Soupe aus
pipacosois, Fêves au lard, Ragoût de boulettes, Jambon
à l´érable, Oreille de crisse, Pain Maison,
Betteraves marinnées, pomme de terre bouille, Crêpes
au sirop d´érable, Tire sur la neige,The café.
Após o almoço fizemos uma visita guiada à
Casa de Açúcar, onde foi feita uma explanação
e demonstração de como é produzido e preparado
o "syrup" e o pirulito.
Continuando nossa viagem entramos em
Montreal uma das maiores e mais encantadoras cidades de língua
francesa do mundo com quase dois milhões de habitantes.
Ficamos hospedados no Hotel Le Reine Elizabeth, um dos mais chiques
da cidade. À noite, fomos conhecer as belezas da cidade
toda iluminada atravessando a ponte que leva a Île de Notre-Dame
com seu imponente e belo cassino.
Fiquei deslumbrada ao constatar que nos
subterrâneos do hotel entra-se em uma outra cidade, pois
35% do espaço da cidade fica debaixo da terra, protegido
do frio. São 29 quilômetros de shoppings, lojas,
restaurantes e a mais movimentada estação de trens
do Canadá. Fizemos um excelente passeio conhecendo a bela
Notre-Dame, Parque Olímpico com sua estrutura futurista,
construído para as Olimpíadas de 1976, o majestoso
oratório de St. Joseph, ponto de peregrinações
de fiéis da América. Do Monte Royal tivemos maravilhosa
vista panorâmica de toda a cidade. Depois circulamos pelos
bairros residenciais vendo o passado e o presente nas ruas e edificações
da Montreal antiga. Visitamos o sofisticado comércio da
Rua St. Catherine. Da aconchegante Montreal, via Canadian Airlines
saímos da costa leste e entramos na costa oeste do Canadá
a partir de Edmonton, a dinâmica capital da Província
de Alberta.
Edmonton é uma combinação
do novo com o tradicional, da cidade de negócios que divide
o espaço harmoniosamente com grandes centros de lazer e
entretenimento. Metrópole cosmopolita e rica, cresceu a
partir de 1947, depois da descoberta de petróleo no território
da província. Estão sediados na cidade os quartéis
generais das maiores empresas exploradoras e refinadoras de petróleo
do país. É a quinta maior cidade do Canadá,
com 890.000 habitantes, além de ser uma das portas de entrada
das Montanhas Rochosas.
À nossa chegada, fomos diretamente
visitar o Fort Edmonton Park, um exemplo de história viva
da colonização da região. Carruagens, bondes,
locomotivas, juntamente com as réplicas das edificações,
e pessoas vestidas com trajes da época atendem os visitantes,
dando ao parque um clima de viagem no tempo.
Ficamos hospedados no Hotel Fantasiland,
um cinco estrelas de grande estilo, localizado dentro do West
Edmonton Mall, o maior shopping e complexo de lazer do mundo.
Este hotel, único no seu estilo, oferece alojamentos em
quartos que recriam temas variados, tais como: a Carruagem Vitoriana,
o Quarto Polinésio, o Quarto Caminhão, o Quarto
Ferroviário Canadense, o Quarto Esquimó, o Quarto
Holywood e o Quarto Africano. Minha suíte estava na Carruagem
Vitoriana. Um dia inteiro para conhecer as instalações
do West Edmonton Mall é pouco. Precisa-se de pelo menos
três dias. É um shopping center gigantesco, com mais
de 800 lojas, incluindo sofisticadas "griffes" européias,
que ocupa 48 quarteirões no lado oeste da cidade, num espaço
equivalente a 104 campos de futebol, onde estão instalados:
um enorme parque aquático, o "World Waterpark, um
dos maiores "indoor" do mundo no seu gênero e
contém uma piscina coberta com ondas artificiais, toboáguas,
áreas de lazer, quadra de voleibol e banhos de relaxação.;
o Europa Golf, um mini campo de golfe, um show de golfinhos, cassino
e várias casas de show. Outras opções incluem
o parque temático Galaxland, com 25 atrações,
entre elas uma montanha-russa com 14 metros de altura, e o Ice
Palace, cuja pista de patinação no gelo mede quase
60 metros de comprimento. O mais impressionante é que no
shopping center há quatro submarinos de verdade, número
maior que o da marinha do país, destinados a passeio de
35 minutos em um lago com profundidade de 6 metros, onde está
também uma réplica em tamanho real do navio Santa
Maria, de Cristóvão Colombo. Deixamos a inesquecível
Edmonton rumo a Calgary, ponto de partida para as Montanhas Rochosas
Canadenses e habitat, por excelência, do cowboy cosmopolita.
É uma cidade deslumbrante, espraiada por colinas espetaculares
que formam a base da cadeia montanhosa da província de
Alberta. Pode-se sentir, por toda parte a afabilidade e a hospitalidade
tão características do Oeste, especialmente no recinto
do maior espetáculo do mundo ao ar livre - o Parque de
Exposições e o Rodeio de Calgary. É uma cidade
próspera. Começou a formar-se há pouco mais
de cem anos, mas foi nos idos de 1960, com a descoberta do petróleo,
que Calgary cresceu assustadoramente. E continua crescendo, desenvolvendo
a atividade turística com muita competência. Os ônibus
de turismo ficam ao sopé da cidade e se tem de fazer uma
caminhada até o topo da mesma, mas vale a pena contemplar
seus modernos arranhacéus e as instalações
do Canadá Olympic Park ou Parque Olímpico construído
para receber as olimpíadas de inverno de 1988, continua
abrigando atividades de inverno. Uma visita à Torre de
Calgary (Calgary Tower) e de seu restaurante giratório
e do deck de observação, se tem uma vista espetacular
da região - nos dias claros avista-se na linha do horizonte
as Montanhas Rochosas. Interessante também, o estádio
coberto "Saddle Dome", sede dos "Flames",
o time de hóquei da cidade. Para as compras, os melhores
locais são a Oitava Avenida ou a Stephenn Mall, duas ruas
só para pedestres. Existem também excelentes shoppings
e lojas de departamento, além de museus, um Jardim Zoológico,
Jardins Botânicos e o Parque Pré-Histórico.
O Real Museu Tyrell de Paleontologia, obra de reputação
universal, exibe a maior coleção de espécimes
de dinosáuros do mundo. Conta com excelentes hotéis
e restaurantes, e sua proximidade das melhores estações
de esqui das Montanhas Rochosas faz da cidade um excelente portão
de entrada para os parques nacionais de Jasper e Banff. Calgary
está na província do Canadá que não
cobra imposto provincial sobre as compras, somente a taxa federal.
Continuando a viagem em direção
às Rochosas, a grande cordilheira canadense que tem de
tudo: vales, rios, picos, estação de esqui e glaciares.
Visualizamos paisagens indescritíveis e inesquecíveis
através de bosques e lagos no Parque Nacional de Banff,
que é uma cidadezinha de rara beleza, encantadora, bela,
encravada nas montanhas, identifica-se como um cartão postal.
Parece mais uma cidade de brinquedo, situada entre altas muralhas
naturais de rochas e penhascos, bem ao fundo do vale, é
uma natureza pródiga em belezas naturais, algo deslumbrante
e emocionante. A cidade possui expressivo comércio.
Dirigimo-nos ao Parque da Sulphur Mountain,
situada no vale do rio Bow e fizemos um passeio de gôndola
(uma espécie de teleférico), que nos levou ao topo
da montanha num trajeto que durou mais ou menos 8 minutos (2.281
m. de altura). Fizemos uma parada em um restaurante redondo de
onde já se tem uma prévia do magnífico visual
ao redor, e daí em diante através de uma escadaria
nas faldas da montanha, após longa subida, amortizada pela
força do vento, chega-se à parte mais alta da montanha,
de onde fica-se extasiado ao contemplar uma natureza fascinante.
É algo fantástico, difícil de descrever.
É uma natureza pura e indomável. Nessa noite, em
vez de pernoitarmos em Banff fomos direto para a região
de Kananaskis, a uns 40 quilômetros de Bannf, considerada
o maior espaço recreativo ao ar livre da Província
de Alberta. Pelo caminho encontramos renas passeando.
Famosa pelos seus campos de golfe, a
região de Kananaskis oferece aos seus visitantes uma excelente
rede hoteleira. Ficamos hospedados no Hotel Kananaskis, um confortável
cinco estrelas encravado em plena mata. Pela manhã, desfrutando
do ar puro e amenidades do lugar, visitamos a parte mais impressionante
das Rochosas. Paz e tranqüilidade. O silêncio majestoso
de uma montanha maravilhosa. Picos cobertos de neve e vales profundos,
espetacular glaciares e a cristalinidade dos lagos. Eis em resumo
o que se pode expressar em termos de tanta magnitude.
Seguimos pela Columbia Icefield Parkway,
uma estrada que a cada quilômetro descortina paisagens magníficas,
repleta de montanhas, lagos e geleiras. Admiramos a beleza dos
famosos lagos: Bow Lake e Peyto Lake, de águas cor de esmeralda.
O Columbia Icefield é uma das
maiores concentrações de neve e gelo abaixo do Círculo
Ártico. Foi aí que através de uma empresa
de transporte turístico realizamos um passeio na encosta
da geleira Athabasca (Athabascan Glacier), uma verdadeira muralha
de gelo que nunca derrete, a poucas centenas de metros da rodovia.
A empresa "Brewster" que opera excursões com
ônibus construídos especialmente para atravessar
as geleira, os "snowcoaches" nos levou ao local. Caminhamos
sobre a montanha de gelo. Nosso guia instruiu-nos que levássemos
copos para bebermos a água pura do degelo que forma um
riozinho pelo meio da geleira. A água é fonte de
saúde e eterna juventude.
Encerramos o passeio com uma visita ao
belíssimo "Lake Louise", que compõe juntamente
com os picos nevados das montanhas, o mais famoso cartão
postal da região, cuja altura máxima atinge 2.637
metros. Visitamos o imponente Chateau Lake Louise onde tivemos
a oportunidade de desfrutar de um delicioso "happy hour".
Deixamos Kananaskis empreendendo a viagem
de retorno a Calgary desfrutando mais uma vez de todas as belezas
de nosso percurso. Chegada ao aeroporto de Calgary, check in,
e embarque com destino a Vancouver, a Pérola do Pacífico.
Chegamos a Vancouver às primeiras horas da tarde, com um
pouco de chuva que logo passou. Fizemos um city tour por tão
encantadora e moderna cidade, a maior da Província da Britsh
Columbia. Vancouver é a "Cidade das Águas",
com inúmeros lagos e fontes, circundada por lindas baías,
altas montanhas cobertas de neve e verdejante floresta, está
a alguns minutos do centro, com clima litorâneo, bem próxima
do Oceano Pacífico. Passamos pelo Canadá Place,
com seu característico edifício de velas brancas
que inclui um Centro de Convenção, Hotel, e com
seus terminais de navios em estilo futurista, além de área
para recreação. Visitamos o verdejante Stanley Park
com seus Totens coloridos, a apenas cinco minutos de centro da
cidade. O Stanley Park fica à entrada da linda Lost Lagoon
(Lagoa Perdida); O Bloedel Conservatory em Queen Elizabeth Park,
(uma estrutura artificial, de ferro, em forma de duomo, com 300
variedades de plantas e flores exóticas e mais de 50 espécies
de pássaros que vivem em clima controlado, seja de deserto,
florestas chuvosas e condições tropicais. O Science
World (Mundo da Ciência) com seu centro de Ciência,
oferece muitas atividades interativas para as crianças;
o Robson Square, centro cultural de grande atividade; a Arte Gallery,
o Van Dusen Botanical Garden com 55 acres de plantas nativas e
exóticas, o bairro da Chinatown, o segundo maior do mundo
depois do de São Francisco, a estátua colorida de
"Gassi Jack", pioneiro de Vancouver, o planetário
e os museus de Antropologia e o de Vancouver; a Capilaano Bridge
, a maior ponte suspensa do mundo, a Grouse Mountain com seu bondinho
que deixa as pessoas no topo da mais popular montanha do Canadá,
com pistas de esqui e a vista total da cidade, a sofisticada zona
residencial de English Bay e suas atraentes praias, e West Vancouver
de mansões milionárias. Pouco tempo para se vivenciar
este local encantador. Rumamos para a Ilha de Vitória,
capital da Britsh Columbia e que está aa 27,5 quilômetros
da ilha de Vancouver, por ferry-boat. Fizemos a travessia através
do fascinante estreito de Geórgia entrecortado por ilhas
de grandes belezas naturais. Finalmente chegamos à graciosa
cidade de Vitória, que com sua arquitetura vitoriana, seus
ônibus de dois andares e seu magnífico Parlamento,
é um pedaço vivo da Inglaterra no Canadá.
Fizemos um maravilhoso passeio pela cidade, considerada por muitos
como a mais britânica das cidades canadenses. Tomar o chá
das cinco no Hotel Empress, um dos símbolos das tradições
da cidade, é um hábito dos moradores locais e delícia
e encantamento para os visitantes. Visitamos os esplendorosos
Butchart Gardens, com os jardins mais belos da América
do Norte e finalmente retornamos a Vancouver para no dia seguinte
a bordo do luxuoso transatlântico Rhapsody of the Seas iniciarmos
um cruzeiro ao Alaska pontilhado de emoções e momentos
inesquecíveis.